Ser proativa...
Sempre fui muito proativa!!!
Fui mãe muito nova, assumi as responsabilidades inerentes há família, à gestão da casa, manutenção da casa e dos membros da família, crianças e companheiro.
Emprego, estudar, organizar, tratar das crianças e começar a prepará-las para serem orientadas na Sociedade, educá-las para o consumismo em que vivíamos.
Vivi 33 anos para a minha família, adquiri empregos que proporcionassem manter-me mais perto das minhas filhas, apoiando sempre para que nunca ficassem desamparadas. Festas de anos, passeios e férias eram todos contabilizados de maneira a sentirem a estabilidade na família, porque foi o que nunca tive no meu seio familiar na minha adolescência!
Neste momento, ao estar a lidar com uma pandemia no País, em que a liberdade está restrita, os nossos movimentos aprisionados, percebemos a violência que está instalada nos seios familiares é gritante.
Para muitos este ano foi violento, transformador, trouxe ao de cima, doenças psicológicas, vírus novos, mudança de mentalidades, mudanças de hábitos, fez-nos interrogar TUDO o que fizemos até hoje em nome do progresso!
Revermos a nossa educação, a educação familiar que estávamos a passar aos nossos descendentes, a falta de Perdão na nossa sociedade, o consumismo exagerado, famílias que só coabitavam dentro do mesmo espaço quadrado e sem que houvesse diálogo nem conhecimento mais intimo. Esta grande mudança de paradigmas veios nos alertar para olhar-mos fora da nossa caixa, da nossa mente, olhar-mos para as necessidades dos outros, olhar ao redor e compreender a Dor escondida no vizinho, que nunca o víamos, apenas cruzava no vão da escada para ir ou voltar do emprego, dizendo "Bom dia" "Boa tarde" "Boa noite".
Neste presente momento, estamos em alerta, em que começamos a olhar para o lado e perguntar: "Será que aconteceu algo aos vizinhos?" " Já não os vejo há alguns dias?!"
Mas também dei por mim, num café a comer um bolo e a beber um chá com a minha filha do meio, e vir duas crianças ao pé de mim pedir comer, ao qual dei os alimentos e chamei a mãe para sentar e falar um pouco, com máscara e a devida distância.
Tive um pequeno-almoço gratificante, abençoado, e aquela e as suas lindas meninas foram encaminhadas para a paróquia da zona, para se levar alimentos semanais, com a família.
Abrir novos caminhos, escolher novas direções, mas também olharmos para o lado e perceber quando a sobrevivência está em causa.
A vida é um processo de movimentos contínuos que requer organização e reorganização; Por isso temos que olhar com olhos de igualdade, em todos os momentos.
Este agora que estamos a vivenciar, com o desemprego, as famílias desesperadas sem meio de se sustentar, em que temos que nos render aos limites, devemos sair para ajudar os que se sentem perdidos em busca da salvação deste momento.
Este foi de facto um ano de grande expansão da Consciência Universal, em que percebemos que o ritmo da vida e da morte, é uma questão de equilíbrio de igualdade, compreendo e percebo que tudo, eventualmente acaba, e por isso fico neste momento, vivo o momento agora, agarrando a oportunidade de ser melhor comigo e com o outro.
Desapeguei-me por completo do meu Ego, do consumismo, ao controle dos negócios, propondo-me a viver e a dividir o pouco que tenho.
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