De pequenino se torce o pepino!
Quem Sou Eu?
Eis uma pergunta que me faço nestes últimos 5 Anos...
Iniciei uma grande jornada comigo mesma no sentido de perceber quem sou eu, no sentido mais profundo do meu Ser. Cresci numa familia destruturada durante 19 anos, com angústia, solidão, abandono, por parte dos meus familiares, com grandes divergências e assuntos mal resolvidos.
Tentei sempre agradar a todos, colocando-me muitas das vezes em situações desgastantes ao ponto de eu própria perder a noção do que queria para ser feliz!
Sempre me colocaram há frente dos assuntos como mensageira de recados, ouvindo gritos, palavras grosseiras, manifestações de desagrado constantemente, rejeitando qualquer sinal de desconforto que eu demostra-se, afim de chegarem a um acordo de quem ficava com uma filha ou com a outra!
Depressa fui colocada num colégio interno, para me protegerem da confusão familiar e de que eu pudesse dar maus passos na minha vida!
Fui colocada há porta do trabalho do meu Pai, para que ele me assumisse na educação e me encaminhasse para o colégio Interno. Longe da familia, dos amigos, perdida num colégio enorme, de renome em Portugal, mas que proporcionou uma excelente Educação, Etiqueta, e em como me defender de tudo e de todos, e assim revelou-se na minha fase de adulta a minha armadura de proteção eficaz, cortando o mal pela raiz.
Sem perceber o mal que tinha feito, demostrava sempre o meu Amor, na esperança que os meus progenitores olhassem, de vez em quando para baixo, afim de saber se eu estava visível ou invisivel na vida.
Foi uma adolência problemática, em que me revestia de uma enorme armadura durante o dia e hà noite, deslavava-me em água, afim de combater a solidão e os pesadelos que me assolavam dias e noites a fio.
Os meus sentimentos? "Ainda és muito nova para entenderes os problemas e a vida dos adultos, por isso cala-te, fazes o que eu te mando senão permaneces de castigo e não vais sair com o teu Pai!"
Engoli muita lágrima, sorria quando me mandavam, ouvia os berros quando se desligava o telefone na cara, e levei muita pancada, quando demostrava que tinha falta de Amor, porque era um sinal de fraqueza!!
Quando apareceu outra personagem na vida de um dos meus progenitores, não o aceitei e tornei-me numa verdadeira rebelde, afim de demostrar que ninguém ia substituir o lugar vago no meu coração.
Claro que comprei uma guerra aberta dentro de casa, mas sempre me mantive fiél às minhas convições até sair de casa.
De um lado para o outro, sem saber como estar ou o que falar, cresci com um vazio enorme e tentando ser gentil com todos, afim de que me acolhecem e se lembrassem, que afinal estava mais alguém em casa.
Sempre fuí muito romântica, generosa em afectos e ações, a dança como escape e a música, a praia e o campo, o beijar os doentes que compartilhavam as horas de trabalho dos meus Pais, o Amor que sinto ainda hoje pelos animais e no qual tenho muitos ao meu lado, porque me sinto verdadeiramente amada e protegida por eles, porque em criança foi-me negado este Amor tambêm...
Hoje tenho uma família linda, mas que foi dificíl enquadrar na Sociedade porque eu e o meu companheiro somos de "estratos Sociais diferentes", de famílias incompatíveis, e que tínhamos que nos reger pelos seus conceitos de vida!
E eu disse NÃO!
Sempre fuí uma guerreira de causas com os mais desvalidos da sociedade, sempre fuí atraída para a minoria e ajudar sempre foi o meu bem Maior, como faço ainda hoje, ao permanecer no Voluntariado e me dedicar em cuidar e curar os meus doentes.
Da minha infância, pouco me lembro ao fim de 32 anos, em que criei limites de permanência nos contactos familiares, por si escassos na adolescência e na fase adulta, não lhes admiti qualquer interferência.
Nestes 32 anos formei uma família numerosa, somos 5 como base, mais 2 que chegaram com as minhas filhas mais velhas, para as acompanhar numa vida futura.
Sinto muito feliz porque me rebeliei com os padrões, os preconceitos impostos pelas famílias, de que "os mais velhos é que sabem tudo"!!! Não sabem...
A aprendizagem na vida, o nascimento é por si um ensinamento em como vamos "respirar" na vida, o nosso desenvolvimento como seres dependentes nos primeiros anos de vida, é que nos vão catalogar na fase adulta.
Nós não somos sósias de ninguêm; somos seres únicos a viver em comunhão, num planeta tão grande, que alberga 7792419992 de pessoas mundialmente.
Em definição ampla do Ser Humano, estamos sempre há procura de quem nos dê o que temos em falta, esquecendo que não é projetando no outro para nos compensar. Elevamos as nossas expectativas em nossos relacionamentos diversos, com o companheiro, com os filhos, com os Pais, com os irmãos, colegas de trabalho, chefes, todo o tipo de relacionamento, fica condicionado hás nossas ilusões e ao que queremos vivenciar na nossa vida.
Eis uma pergunta que me faço nestes últimos 5 Anos...
Iniciei uma grande jornada comigo mesma no sentido de perceber quem sou eu, no sentido mais profundo do meu Ser. Cresci numa familia destruturada durante 19 anos, com angústia, solidão, abandono, por parte dos meus familiares, com grandes divergências e assuntos mal resolvidos.
Tentei sempre agradar a todos, colocando-me muitas das vezes em situações desgastantes ao ponto de eu própria perder a noção do que queria para ser feliz!
Sempre me colocaram há frente dos assuntos como mensageira de recados, ouvindo gritos, palavras grosseiras, manifestações de desagrado constantemente, rejeitando qualquer sinal de desconforto que eu demostra-se, afim de chegarem a um acordo de quem ficava com uma filha ou com a outra!
Depressa fui colocada num colégio interno, para me protegerem da confusão familiar e de que eu pudesse dar maus passos na minha vida!
Fui colocada há porta do trabalho do meu Pai, para que ele me assumisse na educação e me encaminhasse para o colégio Interno. Longe da familia, dos amigos, perdida num colégio enorme, de renome em Portugal, mas que proporcionou uma excelente Educação, Etiqueta, e em como me defender de tudo e de todos, e assim revelou-se na minha fase de adulta a minha armadura de proteção eficaz, cortando o mal pela raiz.
Sem perceber o mal que tinha feito, demostrava sempre o meu Amor, na esperança que os meus progenitores olhassem, de vez em quando para baixo, afim de saber se eu estava visível ou invisivel na vida.
Foi uma adolência problemática, em que me revestia de uma enorme armadura durante o dia e hà noite, deslavava-me em água, afim de combater a solidão e os pesadelos que me assolavam dias e noites a fio.
Os meus sentimentos? "Ainda és muito nova para entenderes os problemas e a vida dos adultos, por isso cala-te, fazes o que eu te mando senão permaneces de castigo e não vais sair com o teu Pai!"
Engoli muita lágrima, sorria quando me mandavam, ouvia os berros quando se desligava o telefone na cara, e levei muita pancada, quando demostrava que tinha falta de Amor, porque era um sinal de fraqueza!!
Quando apareceu outra personagem na vida de um dos meus progenitores, não o aceitei e tornei-me numa verdadeira rebelde, afim de demostrar que ninguém ia substituir o lugar vago no meu coração.
Claro que comprei uma guerra aberta dentro de casa, mas sempre me mantive fiél às minhas convições até sair de casa.
De um lado para o outro, sem saber como estar ou o que falar, cresci com um vazio enorme e tentando ser gentil com todos, afim de que me acolhecem e se lembrassem, que afinal estava mais alguém em casa.
Sempre fuí muito romântica, generosa em afectos e ações, a dança como escape e a música, a praia e o campo, o beijar os doentes que compartilhavam as horas de trabalho dos meus Pais, o Amor que sinto ainda hoje pelos animais e no qual tenho muitos ao meu lado, porque me sinto verdadeiramente amada e protegida por eles, porque em criança foi-me negado este Amor tambêm...
Hoje tenho uma família linda, mas que foi dificíl enquadrar na Sociedade porque eu e o meu companheiro somos de "estratos Sociais diferentes", de famílias incompatíveis, e que tínhamos que nos reger pelos seus conceitos de vida!
E eu disse NÃO!
Sempre fuí uma guerreira de causas com os mais desvalidos da sociedade, sempre fuí atraída para a minoria e ajudar sempre foi o meu bem Maior, como faço ainda hoje, ao permanecer no Voluntariado e me dedicar em cuidar e curar os meus doentes.
Da minha infância, pouco me lembro ao fim de 32 anos, em que criei limites de permanência nos contactos familiares, por si escassos na adolescência e na fase adulta, não lhes admiti qualquer interferência.
Nestes 32 anos formei uma família numerosa, somos 5 como base, mais 2 que chegaram com as minhas filhas mais velhas, para as acompanhar numa vida futura.
Sinto muito feliz porque me rebeliei com os padrões, os preconceitos impostos pelas famílias, de que "os mais velhos é que sabem tudo"!!! Não sabem...
A aprendizagem na vida, o nascimento é por si um ensinamento em como vamos "respirar" na vida, o nosso desenvolvimento como seres dependentes nos primeiros anos de vida, é que nos vão catalogar na fase adulta.
Nós não somos sósias de ninguêm; somos seres únicos a viver em comunhão, num planeta tão grande, que alberga 7792419992 de pessoas mundialmente.
Em definição ampla do Ser Humano, estamos sempre há procura de quem nos dê o que temos em falta, esquecendo que não é projetando no outro para nos compensar. Elevamos as nossas expectativas em nossos relacionamentos diversos, com o companheiro, com os filhos, com os Pais, com os irmãos, colegas de trabalho, chefes, todo o tipo de relacionamento, fica condicionado hás nossas ilusões e ao que queremos vivenciar na nossa vida.
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